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Como a autoperformance é um paradigma mais amplo e humano para lidar com o imperativo da produtividade.

Produtividade, organização, procrastinação, planejamento: essas palavras, que pipocam por aí nas redes sociais e em livros, ganharam cada vez mais relevância na vida comum nos últimos anos. E por quê?

Vivemos em um sistema bastante competitivo e que delega todo o “sucesso” ou “fracasso” em nossas mãos. Assim, acreditamos que atingir nossos objetivos depende exclusivamente de nós, de como lidamos com nossos limites, nossa capacidade de organização e de gestão de nossas vidas. 

Ter uma alta performance, cujo sentido mais usado é o de realizar uma tarefa da maneira mais eficaz, torna-se a principal qualidade com a qual nos relacionamos com nós mesmos, em nossa vida privada. E isso pode trazer consequências sérias para nossa saúde mental.

A alta performance está atrelada a ideias de comparação e competitividade que acabam nos deixando para baixo quando não conseguimos agir de acordo com esses padrões de excelência o tempo todo.

 Quem aí nunca se sentiu culpado de procrastinar, ou de simplesmente relaxar e se permitir fazer nada, quando há tanto para ser feito? 

O pior dessa mentalidade é que acabamos acreditando que tudo o que “fracassa” em nossas vidas é responsabilidade unicamente nossa.

Há dias em que estamos física e emocionalmente bem, trabalhando com conforto, nos sentindo leais a nós mesmos – assim, rendemos bastante. Mas há dias em que simplesmente não estamos bem – e tudo bem. Não vamos render como se estivéssemos em um ambiente ideal. 

Além disso, somos todos diferentes – como medir uma “alta performance” para pessoas em momentos de vida diferentes, com idades, desejos e realidades diferentes?

É aí que entramos com a autoperformance.

“Auto” é um sufixo que designa aquilo que se refere a si próprio. Autoperformance é um tipo de performance própria, não comparativa, que é o que almejamos com nossos pacientes. Não faz sentido irmos além de nossos limites, muito menos quando estamos falando de saúde, certo?

A ideia com a autoperformance é ajudar cada um a chegar a sua melhor versão, com a idade que tiver, no momento de vida que for. 

Para compreender a Autoperformance:
  • Sem comparações: a sua melhor versão, com o seu corpo de hoje, é o objetivo da autoperformance;
  • Deixar o corpo trabalhar: o seu corpo, em condições naturais, trabalha na melhor versão dele. Não é preciso adicionar uma pílula ou alguma substância para ir além da sua capacidade, mas desativar aquilo que diminui o bom funcionamento do organismo;
  • Eficácia não é tudo: se sentir útil para o mundo é importante para dar sentido às nossas vidas? Sim. Mas não somos máquinas (ainda bem!): estamos em constante movimento, não agimos com a melhor eficácia o tempo todo. E está tudo bem.

Trabalhar com a ideia de autoperformance ajuda a desativar muitas capturas que nos adoecem, física e mentalmente, já que voltamos o foco para nós mesmos, para nossa saúde e nosso bem-estar, ao invés de nos compararmos com outras pessoas.

A finalidade da autoperformance não é simplesmente a eficácia com que uma tarefa é realizada, mas a relação dessa tarefa executada com aquele que a executa. Não há autoperformance se você está desalinhado com você mesmo, adoecendo e passando por cima dos seus limites para dar conta das demandas.

A autoperformance é um caminho que julgamos mais saudável para conseguir transitar nesse mundo cheio de autocobranças: respeitando nosso corpo e nossa mente, ao mesmo tempo em que produzimos e trabalhamos.

Se você gostou desse conceito, compartilha esse blog com amigos que possam se interessar! Estamos sempre abertos para conversar mais sobre essa ideia que nos apaixona no nosso trabalho.