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Muitas pessoas acreditam que a escolha da (o) profissional que acompanhará a vida de seus filhos deve acontecer somente após o nascimento da criança. Mas não é bem assim. Hoje dividi um pouco de minha experiência como pediatra e mãe para falar um pouco desse assunto.

Um (a) filho (a) muda completamente nossa vida. Para além de todas as mudanças no corpo, na rotina e nas relações, transformações profundas de comportamento acontecem com a chegada de uma criança. Nossas prioridades e até valores mudam. E essas mudanças podem acontecer mesmo antes da chegada do bebê.

Essa é uma das razões pelas quais escolher bem a equipe que vai acompanhar a família durante os meses de gestação é tão importante. Os pais começam a se formar já aí – escolhendo nomes, contando sobre a gravidez aos familiares, comprando o enxoval… enfim, sonhando com a criança.

Por isso, ter acesso a informações seguras, acolhimento e respeito de profissionais empáticos nesse período faz toda a diferença no nascimento da criança e dos futuros papais e mamães. Especialmente quando estamos sendo “pais/mães de primeira viagem”.

Além disso, a primeira consulta do recém nascido com seu pediatra já acontece na primeira semana de vida. Porque deixar a escolha de quem cuidará da saúde dele para a última hora? Por esses motivos, minha maior recomendação é a escolha de um (a) pediatra antes do nascimento da criança, na gestação da mãe. Idealmente, entre 30 – 33 semanas de gestação. 

Isso permite que mãe e profissional se conheçam, alinhem as expectativas e que as dúvidas sejam tiradas, especialmente as referentes ao nascimento e aos primeiros dias de vida da criança. 

Após o nascimento, alguns procedimentos e exames precisam ser feitos e é de extrema importância a família tomar ciência e esclarecer as dúvidas para poderem tomar suas decisões com tranquilidade e segurança. 

Nessa consulta pré-natal, aborda-se os primeiros cuidados com o recém nascido ainda na sala de parto, vacinas, amamentação, teste do pezinho, entre outros.

Esse (a) profissional pode inclusive orientar as pacientes nos acessórios e produtos necessários aos cuidados de um recém nascido. Sim, um(a) pediatra pode te ajudar no preparo do enxoval do seu bebê!

Mas além de tudo isso, o que julgo o principal motivo para consultar um pediatra antes do nascimento do seu filho é poder escolher um profissional que tenha os mesmos princípios que você, com empatia e respeito pela família que você quer criar.

Sei que isso faz toda diferença, porque já passei por essa situação no lugar da mãe. Algumas pessoas devem achar que por eu ser pediatra as coisas foram mais fáceis na minha gravidez, mas não é bem assim. 

Sou mãe e não médica da minha filha. Para mim, foi fundamental sentir com liberdade todos os meus medos, aflições e dúvidas e encontrar um profissional que as acolhesse, tirasse minhas dúvidas e me orientasse em decisões que tinha dificuldade em fazer. 

Essa relação de profunda confiança não se constrói às pressas. Para mim, o mais importante foi escolher alguém que eu julgasse competente e que fosse sensível o suficiente para ouvir e respeitar algumas das minhas decisões. 

Ser mãe me transformou enquanto pediatra. Aprendi que não há certo ou errado na criação dos filhos. Existe o que faz sentido para cada família em cada momento. E que, como pediatra, posso orientar, tomar certas decisões e também respeitar as decisões de cada família.

Afinal, o (a) pediatra é uma figura que está junto para amparar, pais e criança, durante a jornada desafiadora e cheia de amor que é o crescimento, os cuidados e a evolução das pessoas. Não é?  

Minha recomendação de hoje é essa: em um momento tão potente e importante como a gestação, nos cercarmos de pessoas que confiemos enquanto profissionais e seres humanos vai impactar diretamente na nossa segurança, nos cuidados e, consequentemente, na boa recepção de nossos filhos no mundo.