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Por Dra. Débora Nakazone

O sono do bebê é uma das principais preocupações dos pais, especialmente os de “primeira viagem”. Percebo isso tanto em meus atendimentos, como pediatra, além de minha própria vivência com minha filha, que ainda não completou 2 anos.

A preocupação não é sem justificativa: essa ação tão natural tem seus riscos no caso dos recém nascidos, especialmente os engasgos e a morte súbita. É por isso que a informação sobre a fisiologia do bebê é a melhor arma para lidarmos com as inseguranças dos pais em relação ao sono.

A morte súbita é o nome que recebe a morte de crianças menores de 1 ano, que acontece de forma inesperada e sem explicação durante o sono. Ocorre mais frequentemente entre o 2º e 4º mês de vida da criança. A causa é desconhecida, mas sabe-se que ela acontece devido a uma alteração dos mecanismos controladores das funções neurocardiorrespiratórias.

Alguns fatores de risco para a Síndrome da Morte Súbita do Lactente (SMSL): são:

  • A posição de dormir do bebê;
  • Exposição ao fumo durante a gravidez e após o nascimento;
  • Consumo de álcool e drogas durante e após a gestação;
  • Falta de aleitamento materno;
  • Uso de colchões e travesseiros muito moles ou fofos;
  • Prematuridade ou baixo peso ao nascer.

Os recém nascidos dormem entre 16-18 horas por dia, divididos em ciclos curtos de sono (50-60min) e permanecem acordados por 60-90min. Entre os ciclos, eles podem ter um pequeno despertar e emendar um ciclo ao outro ou podem despertar por completo.

Até os 2 anos, os rituais de sono não são tão eficazes, já que o tempo acordado das crianças é muito curto. Porém, existem algumas medidas que podem ser utilizadas para ajudar a criar um ritual de sono, como o ruído branco, a exposição à luz do sol durante o dia e o sono em ambiente totalmente escuro. A melatonina materna, que é passada pelo leite materno, também auxilia na regulação do sono do bebê.

E onde a criança deve dormir? A Sociedade Brasileira de Pediatria orienta que os bebês durmam no quarto dos pais até os 6 meses de idade. Já a Academia Americana de Pediatria diz que o ideal é que a criança durma com os pais, até o primeiro ano de vida, reduzindo em até 50% o risco de morte súbita do lactente.

Para te ajudar com seu recém nascido, aqui vão 4 dicas para um sono seguro:

1 – POSIÇÃO CORRETA – Recomenda-se que todos os lactentes (para a pediatria, são as crianças do 28º dia do nascimento até os 2 anos) durmam em decúbito dorsal, ou seja, de barriga para cima, a fim de reduzir o risco da síndrome da morte súbita do lactente.

2 – SUPERAQUECIMENTO – Evite agasalhar demais o bebê, principalmente colocando cobertores, pois isso pode super aquecê-lo ou sufocá-lo. Caso seja necessário o uso de cobertor, deixe os braços do bebê para fora da coberta.

3 – TRAVESSEIRO – Não utilizar travesseiro, somente após 1 ano completo da criança. O colchão também deve ser firme.

4 – OBJETOS DECORATIVOS – Deixe o berço livre de almofadas, travesseiros, “cheirinhos”, pelúcias e outros brinquedos, pois eles podem dificultar a respiração do bebê.

Espero que essas orientações te ajudem a atravessar a primeira infância de seu bebê com mais tranquilidade! Manda esse blog para amigos e familiares com crianças, são dicas simples e muito eficazes para garantir um sono tranquilo dos recém nascidos. 

 

Referências:

Sleep evolution from fetal life to adulthood: respiratory and neurologic aspects

Simone F. Canani1, Fernando A. de A. e Silva2

Sleep Organisation and Hygiene in Childhood and Adolescence
Organização e higiene do sono na infância e adolescência

Camila dos Santos El Halal1; Magda Lahorgue Nunes2

Sono em Lactentes e crianças – por Deborah M. Consolini , MD, Sidney Kimmel Medical College of Thomas Jefferson University

Higiene do Sono, Departamento Científico de Medicina do Sono, Sociedade Brasileira de Pediatria, setembro de 2017