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Hoje nosso blog vai ser um pouco diferente!

Nós do Instituto Nova Saúde estamos sempre falando sobre saúde e mudanças de estilo de vida. É a nossa coluna vertebral! A experiência com o cotidiano e com nossos pacientes nos mostrou que colocar na prática as mudanças de hábito é a parte mais difícil – entender o que é mais saudável é fácil, mas aplicar isso no cotidiano é outra história!

Os nossos profissionais têm histórias fortes de como começaram sua caminhada rumo à saúde – hoje vamos falar um pouco da trajetória de nossa querida Dra. Katia Nakazone Ono! Ela começou há 10 anos, teve momentos muito difíceis e os desafios ainda são muitos – a busca por uma vida equilibrada e saudável é constante!

Acreditamos que, dividindo nossas dores e percursos, nossa caminhada individual fica mais agradável e fortalecida! Então, vamos a nossa conversa:

 

Instituto: A gente vive num mundo em que os hábitos mais encorajados são muitas vezes bem pouco saudáveis, né? Por isso, é comum encontrarmos algumas pessoas que passaram por processos bem difíceis de doença para começarem a se interessar por sua saúde. Você pode falar um pouquinho de quando e como você despertou para essa questão?

Katia Nakazone Ono: A minha busca pela saúde começou quando eu comecei a ter uma dificuldade muito grande de manter a estabilidade da minha vida porque eu tinha sintomas crônicos que não estavam respondendo mais aos remédios. Meus sintomas eram gastrite, labirintite e uma dificuldade de dormir, um sono não reparador, um sono leve. Com relação à gastrite, eu sempre tive o mesmo peso, mas eu às vezes comia algumas coisas que me davam desconfortos gástricos, vômitos. Me fazia muito mal, me impedia de trabalhar.

Com relação à labirintite, eu acordava e sentia tonturas e náuseas, que me impossibilitavam de trabalhar. O sono leve eu ia levando, não chegava a acordar de noite mas percebia que ele não era reparador, mas eu ia levando. Os sintomas crônicos que apareciam, eu tomava um remédio, se o remédio segurava, eu ia continuar trabalhando.

Eu só fui procurar outra solução quando os remédios não funcionavam mais. Eu não conseguia mais controlar e nem manter o meu dia-a-dia, não conseguia mais trabalhar. Eu não tinha mais estabilidade, a cada 15 dias, eu passava mal. Aí foi quando foi me dando desespero. E mesmo assim, nessa época, eu tinha vários médicos que cuidavam de mim. Eu tinha um gastro que cuidava do meu estômago, eu tinha um otorrino que cuidava da minha labirintite e fazia uso de ansiolíticos.

O diagnóstico era excesso de trabalho.

Chegou a um ponto em que eu não conseguia ficar bem nem passeando, nem me divertindo. Eu passava mal em várias circunstâncias. Aí aconteceu que um Carnaval eu tive uma suspeita de obstrução intestinal cuja causa tinha a ver com estresse. Seria como uma síndrome do intestino irritável, mas eu não tinha esse diagnóstico. Fizeram todos os exames e não acharam a causa e disseram que tinha a ver com a emoção, com excesso de trabalho. Eu tinha sim um excesso de trabalho porque além de médica eu era obstetra e fazia muitos partos e muitos deles eram de madrugada. Então às vezes tocava o telefone às 3 horas da manhã e eu tinha que ter prontidão e energia para levantar, ir lá, fazer um parto, que é muita responsabilidade e voltar. Então uma das culpas do meu desgaste tinha a ver com o estilo de vida que eu tinha.

No dia que eu fiquei internada 24 horas no hospital com a possibilidade de passar por um procedimento cirúrgico, eu me abati. Aquele dia foi um dia que virou minha vida. Porque eu entendi que existiam doenças que eu poderia não ter controle, mas quando o médico me deu a entender que aquela disfunção que eu estava tendo tinha a ver com estilo de vida que eu tinha, aquilo me tocou, mexeu comigo. Pensei “nossa, estou fazendo mal a mim mesma, preciso estudar e ver o que está acontecendo”.

A partir daí, eu fui fazer pós-graduações, fiz vários cursos no Brasil, depois nos Estados Unidos (Los Angeles, Las Vegas, Miami, Orlando,Tampa, Dallas) e Peru (Lima) isso desde 2011. Na hora que eu fui estudar, os estudos científicos estão nos levando a entender que o estilo de vida que levamos pode nos adoecer. A doença não está tão atrelada ao DNA somente, ela tem muito a ver com o estilo de vida e hábitos. E a partir daí, que eu comecei a estudar, eu fui começar a tentar me transformar.

 

Instituto: Quais foram seus primeiros passos, o que você começou a mudar?

Katia Nakazone Ono:
A primeira coisa que eu fiz foi tentar melhorar a qualidade do meu sono e melhorar minha alimentação. Foram as duas coisas que eu comecei. E quando eu li alguns estudos sobre a dificuldade de digestão da proteína do leite de vaca entre orientais, eu imediatamente resolvi tirar a proteína do leite de vaca e o glúten. Tirei os dois ao mesmo tempo. Essa foi minha primeira atitude. Eu comecei a priorizar e proteger meu sono, dormir o mais cedo que posso e hoje já estou num ponto em que eu durmo o mais cedo que posso e acordo sem despertador, acordo na hora que meu corpo diz. Durmo bem, com sono reparador.

 

 

Instituto: O que foi mais difícil nesse processo?

Katia Nakazone Ono:
A dificuldade é o social. Explicar para os meus amigos e as pessoas que estão do meu lado que a mudança alimentar é minha, não estou dizendo que todo mundo tem que mudar. Eles tem que respeitar eu querer comer dessa forma, não quer dizer que eu vou deixar de socializar, de ficar perto ou estar ao lado. Também tentar colocar isso para minha família, para minhas filhas, que seria um investimento na sua saúde, esse foi um processo que começou aos 15, 14 anos de idade delas. A mais difícil foi minha mãe, ela tinha muita dificuldade social. Ela queria sair com as amigas e os amigos e se sentia envergonhada de comer diferente então ela comia para agradar os outros, e às vezes tinha dor, tinha sintomas. Aos poucos, tudo foi se lapidando. A alimentação hoje na minha família é muito conjunta e parecida, todo mundo está comendo bem.

 

Instituto: O que você considera que precisa melhorar, seus pontos fracos hoje em dia?

Katia Nakazone Ono: Hoje meu maior desafio é minha atividade física. A gente faz as mudanças e deve fazer de acordo com o que nossa perna alcança, ou seja, aquilo que nos chama mais atenção. A alimentação, o sono e o gerenciamento de emoções eu fui fazendo ao longo da minha vida, mas a atividade física eu sempre tive dificuldade. Eu estava fazendo yoga 5 vezes por semana durante 3 anos e com a pandemia eu simplesmente botei a atividade física no bolso, não consegui voltar. Hoje meu maior desafio é voltar para a atividade física diária.

 

Instituto: Que dica você dá para quem quer começar uma mudança de hábito?

Katia Nakazone Ono: Quando você quer fazer uma mudança e se pergunta, “por onde eu devo começar?” a dica que eu dou é: comece por aquilo que sua perna alcança, que você acha que é fácil. Às vezes, você pode começar só aumentando a hidratação. Ótimo, só isso já é um começo. O importante é você entender que você vai diariamente traçando passos em direção a saúde, você chega lá. A velocidade dessas passadas depende do seu estímulo, por isso tem que ser no prazer, na alegria, na decisão. Estou fazendo aquilo que me faz bem, eu quero. Aquilo que não me faz bem, eu não quero. Aí a gente vai passando por outros lugares, autocuidado, autoestima, que é aprender a se amar. Entender que é esse corpo que vai te levar até o último dia da sua vida então é importante cuidar dele.

 

Relato emocionante, né? Se identificou? Conta para a gente como a sua jornada começou, vamos construir uma rede de partilha!

Quer saber mais sobre saúde integral e 5 dicas para te ajudar a preservar o seu descanso, Leia o nosso blog anterior.